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Setembro 14, 2019 4 translation missing: pt-BR.blogs.article.read_time

Quando sentimos dor nos joelhos, as causas podem ser múltiplas, desde uma decorrência da prática esportiva até mesmo uma doença secundária, que deve ser investigada por médico especialista.

É por conta disso que a dor deve ser sim sempre encarada como um sinal de alerta, já que pode indicar muitas coisas além de uma torção ou do resultado de um dia mais puxado de atividades.

E por mais que hajam formas simples de diminuir a dor com exercícios e técnicas que podem ser muito úteis para quem está lidando com esse incômodo, também vale muito a pena verificar junto a um especialista como o uso de equipamentos e acessórios podem ser auxiliares do processo da redução da dor, tais como joelheiras compressoras, compressas e elementos de natureza não medicamentosa.

Por que sentimos dor?

A dor é um mecanismo muito inteligente que o nosso cérebro utiliza para nos informar que alguma coisa não vai bem em nosso corpo. Esse é um sinal primitivo, desenvolvido biologicamente como forma de assegurar que corpo e cérebro estejam em sintonia o tempo todo, fazendo com que, por exemplos, paremos com alguma atividade perigosa quando sentimos dor ou, depois de tê-la sentido, evitemos alguma determinada postura, alguma atitude ou atividade que possa fazer com que o nosso corpo se machuque.

Mas e quando a dor, o que nós podemos fazer para amenizá-la? Certamente, a primeira resposta é investigar o que está acontecendo com a parte do seu corpo dolorida, submetendo-se a exames que possam indicar alguma lesão mais importante que possa necessitar de correção cirúrgica ou de intervenção com, por exemplo, sessões de fisioterapia ou outra terapia complementar – como pilates, yoga, massagens ou reiki – que possa fortalecer a região afetada e assegurar que a prática esportiva volte a ser sinônimo de prazer.

Quais são as principais causas da dor no joelho?

Quando sentimos dores na frente do joelho, onde se apresentam de forma proeminente as estruturas ósseas, podemos ter algumas causas relacionadas como tendinites e bursites. Já quando elas se apresentam na parte posterior do joelho, é importante considerar outras possibilidades de diagnóstico, já que cistos também podem estar envolvidos.

Por serem inúmeras as causas, formas e afecções ligadas à dor no joelho, é importante ressaltar que o apoio de um médico especialista é imprescindível para que se faça o diagnóstico corretamente e os encaminhamentos devidos para cada tipo de problema.

Segundo dados de planos de saúde, as doenças mais frequentes relacionadas ao joelho e à produção de dor são essas quando derivam de traumas:

Diagnóstico Possíveis causas / Alvos comuns
Síndrome patelo-femoral ou síndrome hipermobilidade da patela Adolescentes, adultos jovens. Dor anterior do joelho, síndromes de sobrecarga, hipermobilidade da patela, déficit postural, retração da musculatura posterior e anterior da coxa.
Instabilidade recidivante da patela Mau alinhamento da patela. Patela alta. Deslocamento lateral da patela de forma repetitiva.
Patela baixa Defeito congênito ou sequela de algum tratamento cirúrgico ou por imobilização prolongada.
Doença de Osgood-Schlatter Ocorre entre os 9 e 15 anos de idade. Caracteriza-se pelo entumescimento e edema local e pela impotência funcional, impedindo a prática de esportes.
Osteonecrose Mais comum em mulheres entre a sexta e sétima décadas de vida.
Bursite pré-patelar Dor e aumento de volume ao nível da Bursa pré-patelar, inflamatória ou infecciosa (purulenta).
Tendinites Inflamação repetitiva de tendão patelar..
Rupturas meniscais crônicas Agudas ou recentes: após entorses no esporte ou acidentes traumáticos do quotidiano. Muito incapacitante. Comum nos mais jovens.
Instabilidade ligamentar periférica Secundário a entorses, porém de menor energia.
Doenças da membrana articular (sinovial) Tumores benignos e/ou malignos.
Osteoartrite (artrose) Desestruturação da cartilagem e degradação articular.
Artrite Doenças inflamatórias ou infecciosas.
Tumores ósseos Benignos ou malignos.
Sequela de rupturas tendinosas (patelar e quadrícipes) As sequelas de lesões envolvendo o sistema extensor, que são extremamente incapacitantes.

FONTE: KONKEWICZ, 2010

Agora, quando a dor está relacionada com doenças como a artrite sem qualquer relação com traumas, as campeãs são:

 

Diagnóstico Possíveis causas / Alvos comuns
Artrite reativa (síndrome de Reiter) Muito mais frequente em adultos jovens. Deve-se pesquisar infecção genital, urinária ou intestinal. Geralmente inicia com mais de uma articulação comprometida.
Psoríase (artropatia psoriásica) Artrite aguda ou crônica. Depósito de cristais de cálcio. Crises anteriores em qualquer articulação.
Artrite reumatoide Muito raro iniciar com artrite isolada de joelhos.
Osteoartrose Se não for doença avançada, procurar outra causa.
Artrite gonocócica Febre baixa. Gonorreia. Pesquisar na mulher. Pode não haver sintomas genitais.
Artrite séptica (infecciosa; não gonocócica) Monoartrite aguda com pus. Febre elevada, queda do estado geral, infecção em outro local.
Lúpus eritematoso Muito raro iniciar somente com artrite de joelhos. Doença mais frequente em mulheres jovens.
Artrite tuberculosa Artrite crônica. Geralmente febre noturna com sudorese. Tuberculose em outro local.

FONTE: KONKEWICZ, 2010

Como se pode notar, as doenças relacionadas com as dores intensas nos joelhos podem ter diversas causas. Quando a dor, no entanto, não está relacionada com nenhuma dessas doenças anteriores que necessitam de uma intervenção clínica mais complexa, podemos adotar algumas técnicas que podem nos ser muito úteis ao tratar a dor no joelho.

Técnicas para reduzir a dor nos joelhos

  • Automassagem nas regiões acometidas, utilizando uma pomada anti-inflamatória;
  • Não dormir sem apoio entre as coxas para aliviar possíveis compressões nos joelhos, o que pode comprometer a estrutura óssea, deixando, aparentemente, uma perna mais curta do que a outra;
  • Não ficar nem muito tempo sentado e tampouco muito tempo em pé. Alternar entre as posições;
  • Não usar calçados sem absorção de impacto para não sobrecarregar os joelhos;
  • Sempre que possível for, não cruzar as pernas ao sentar;
    Compensar a força para levantar-se de cadeiras e sofás também distribuindo o peso do corpo pelos braços;
  • Evitar ficar de joelhos quando esse é o hábito religioso;
  • Utilizar equipamentos acessórios para estabilizar a articulação comprometida, tal como joelheiras ou tornozeleiras quando a lesão se estende aos tornozelos. Dê preferência para aquelas que são, no entanto, mais robustas e que oferecem maior proteção às suas articulações. Essa medida pode fazer com que, inclusive, haja maior desenvoltura na prática esportiva, aumentando seu aproveitamento.

Quando a dor, no entanto, não cessa com essas medidas, é, sem dúvida, a hora de procurar por um médico especialista, já que a condição pode evoluir de forma pouco satisfatória, culminando, inclusive, com a necessidade de passar por procedimentos cirúrgicos invasivos.

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

CAILLET, Rene. Dor no Joelho. Porto Alegre: Artmed, 2001.

KONKEWICZ, Ewerton Renato. Recomendações baseadas em evidências Diagnóstico de lesões de joelho. 2010. Disponível em: < http://www.amrigs.org.br/revista/54-01/24-recomendacoes-unimed_pratica_medica.pdf>. Acessado em 09 de julho de 2018.